E janeiro já vai a meio!
14-01-2019
Estamos a meio de janeiro e para quem leva inícios de ano a sério, estamos no momento certo para validar resoluções. Ainda se cumpre a dieta? Continuamos afincadamente a cumprir a frequência de ginásio que na meia noite de 31 para 1 juramos que ia acontecer? Estamos muito mais pacientes e cheer up com a vida e os seus momentos de pura provocação? E o casamento? Esse casamentozinho? Está muito mais animado e com muito menos rotina do que há... 2 semanas atrás? (sorriso)
Este ano, na noite de 31 e tendo em conta que estávamos a braços com 4 crianças, decidimos ficar em casa e fazer um jantar acompanhado de jogos de tabuleiros e uma dinâmica muito gira que não é nada mais nem nada menos do que cada um escrever num papel um desejo (objetivo/ plano - dependendo da faixa etária de quem escreve) e pô-los num frasco de vidro. Daqui a 12 meses, vamos voltar a abri-los e partilhar uns com os outros o que se concretizou ou o que realmente não passou do papel. (todos escrevemos - quem não sabia escrever, como o Quico, desenhou e levou legenda - e quem teve em profunda consideração este momento determinante no percurso dos próximos tempos, foi prático e pediu coisas concretas. Foi o caso do meu filho Vasco que escreveu bem claro que desejava que o avião, que nos levará à Irlanda em fevereiro para visitar a sua tia Inês, não caísse!)
Janeiro é um mês de força. De vontades e de picos de energias que vêm não se sabe bem de onde. Nem todas as pessoas funcionam assim, mas arriscar-me-ia a dizer que a maioria se sente especialmente motivada nesta altura. E eu não sou diferente da maioria. Existe outra altura no ano que também me acalenta a esperança e me volta a pôr em sentido: setembro, esse grande mês do regresso à escola. Se há fenómenos espetaculares que vêm com os filhos (também) é o regresso às aulas: a escolha do material, a digressão ao hipermercado para sentir as ultimas novidades e voltar a reorganizar agendas, horários, prioridades. Daí esta sensação de novo ano, novo fulgor. Mas janeiro é janeiro. São muitos dias de novas oportunidades, de voltarmos a fazer melhor. Assim de repente, quando fecho os olhos penso que este ano gostaria de gritar muito menos. De ter mais paciência com os miúdos. De não perder o foco no tempo que nos escorre entre os dedos e conseguir por isso dar atenção às pessoas que são importantes para mim. De conhecer mais museus. De ser mais interessada. De perder peso, claro. Esse sacana que nos atormenta a alma e que me empurra a comida para a boca. De correr. Ou gostar de correr, sei lá. Talvez só correr, independentemente do que se sente por esta atividade, já fosse bom. De mimar o meu casamento na loucura que é o nosso dia a dia com estes miudos todos. De ser uma melhor filha ainda que sendo mãe de tantos. De ser uma profissional dedicada e generosa.
E como tem isso corrido nestes primeiros dias?
Pois. Como imaginam. Os gritos ainda não baixaram de nível, nem de frequência. A rotina alimentar não tem sido exemplar e o desporto em (muito) menor escala do que é suposto.
A parte boa disto é que ainda só vamos a dia 14 de
janeiro :) ainda há todo um mundo de dias para mudar este caminho. E daqui a um ano eu sei
que vou abrir aquele frasco e pelo menos 3 dos meus 5 papelinhos vão estar
cumpridos.